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Diz a lenda que bruxas usavam as raízes tuberosas das orquídeas
(semelhantes a testículos humanos) no preparo de poções
mágicas: as frescas para promover o amor, as secas para provocar paixões.
Os herbalistas do século XVII chamavam-nas de Satírias,
em referência ao deus Sátyros, da mitologia grega, habitante
das florestas, que, segundo os pagãos, tinha chifres curtos e pés
e pernas de bode. Na língua portuguesa, a palavra sátiro também
é sinônimo de devasso, libidinoso. De acordo com a lenda, Orchis,
filho de um sátiro com uma nínfa, foi assassinado pelas Bacantes,
sacerdotisas de Baco, deus do vinho. Graças às preces de seu
pai, Orchis teria sido transformado em uma flor, que agora leva o seu nome:
orquídea.
Desde a Idade Média, as orquídeas são populares por suas
supostas propriedades afrodisíacas. Preparados especiais utilizando
as raízes tuberosas e folhas carnosas de algumas espécies foram
tidas como estimulantes sexuais e até mesmo capazes de auxiliar na
produção de bebês do sexo masculino. Tornaram-se assim,
sinônimo de fertilidade e virilidade.
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