Programa Mata Atlântica

Reserva Biológica de Poço das Antas

Localizada na parte central costeira do estado do Rio de Janeiro, a Reserva estende-se por cerca de 5.500ha dentro do município de Silva Jardim (22º30' e 22º33'S e 42º15' e 42º19'W Gr.), fazendo limite com Casimiro de Abreu e Araruama.

 

O clima é do tipo quente e úmido com temperaturas médias anuais elevadas durante quase todo o ano. A temperatura média anual é de 22,8ºC, sendo janeiro geralmente o mês mais quente. A média de temperaturas máximas varia entre 30ºC e 32ºC , enquanto as temperaturas mais baixas não são inferiores a 8ºC. Os índices pluviométricos anuais são superiores a 1.000mm, concentrados nos meses de outubro e abril, sendo julho e agosto os meses mais secos.

DADOS DE CLIMA - REBIO POÇO DAS ANTAS - PMA - 2000

DADOS DE CLIMA - REBIO POÇO DAS ANTAS - PMA - 2001

Geomorfologia

A área se sobrepõe à uma antiga depressão marinha que foi dessecada, apresentando elevações de baixa cota em forma de morros mamelonares e zonas de baixadas aluvionares periodicamente inundadas.

A região tem seu substrato constituído de rochas metamórficas datadas do pré-cambriano, sendo os afloramentos raros, aparecendo, em geral no fundo dos vales. O quaternário é muito expressivo através dos terrenos formados por sedimentos depositados nas planícies de inundação.

Os solos geralmente são pouco profundos com drenagem fraca e lençol freático variando entre 70 e 130cm. O tipo latossolo vermelho predomina nos locais de relevo ondulado, enquanto nas planícies de inundação são encontrados os solos dos tipos gley húmico ou pouco húmico e orgânico.

Hidrografia

O rio São João é o principal curso d' água da região e seus afluentes, os rios Capivari, Bacaxá, Aldeia Velha, Preto e o Iguapé percorrem boa parte da reserva, inundando as terras baixas dos seus vales. A lagoa de Juturnaiba inunda uma boa parte da área, recebendo as águas de alguns rios e descarregando no rio São João. Profundas mudanças sofreu o quadro hidrológico nos últimos anos com a construção de uma barragem. Houve ressecamento de uma vasta porção da reserva e perenização das águas em alguns vales outrora periodicamente inundáveis.

Vegetação

Uma das últimas manchas de floresta na baixada fluminense, a Reserva de Poço das Antas abriga uma grande faixa de vegetação arbórea típica à Floresta Pluvial Atlântica Baixo montana ou também designada Floresta Ombrófila Densa Sub montana em diferentes estados de maturidade. Aqui o visitante atento poderá encontrar capoeirões ao longo das encostas dos morros mamemolares como também nas planícies. Alguns trechos, sob a influência da barragem alí construída há ca. de 20 anos, apresentam a floresta permanentemente inundada e fenescente, deixando seus exemplares representativos reduzidos a troncos enegrescidos reflexo do elevado estresse ambiental. Áreas de capoeiras e capoeirinhas abundam por toda a Reserva, não sendo raro encontrar indivíduos de fruteiras remanescentes de antigas roças. Limitada por extensas áreas de pastagem, a cobertura vegetal aqui encontrada vive initerruptamente, especialmente na estação seca, sujeita à ação do fogo - principal agente degenerador da floresta.

Florística

A vegetação que recobre a extensa planície, conhecida no passado por baixada de Araruama, é um dos últimos representantes de Floresta Ombrófila Densa Sub montana no Rio de Janeiro. O rio São João, o principal curso d'água na localidade inunda parcialmente a Reserva o que promove o aparecimento de espécies típicas como o Pau-de-tamanco (Tabebuia cassinoides) e o Guanandí (Callophyllum brasiliense e Symphonia globulifera), espécies estas cuja história de aproveitamento seletivo, essencialmente extrativista, de espécies arbóreas tem promovido uma acentuada diminuição de suas populações.

A cobertura vegetal é formada na sua maior parte por extensas áreas degradadas, ocorrendo nas pequenas encostas dos morrotes mamelonares segmentos de floresta úmida em melhor estado de conservação.


Ilhas de remanescentes de mata - Marcos Peron.

 

 

 

 

 

 

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