
![]() |
A Estação Ecológica Estadual de Paraíso localiza-se nos municípios de Guapimirim e Cachoeiras de Macacú (22º 26' e 22º 32'S e 42º 50' e 42º 56'W Gr), ocupando uma área de cerca de 5.000ha, delimitados através do Decreto Estadual nº 9.803 de 12 de março de 1987. A estação está situada na vertente oceânica da Serra do Mar, denominada Serra dos Órgãos.
|
O clima é do tipo quente e úmido a superúmido, com 2.000 a 2.500mm de pluviosidade média anual e estação chuvosa nos meses de dezembro e janeiro.
O relevo, de um modo geral, é fortemente ondulado, ocorrendo ainda algumas escarpas. Na sua porção sul, de menores altitudes, ocorrem áreas restritas de topografia mais suave, nos vales dos rios Caboclo, Anil e Paraíso. As altitudes variam de 60m, na cota limítrofe ao sul da área, a 1.350m, na Serra do Subaio.
A região tem seu substrato constituído por rochas metamórficas pré-cambrianas pertencentes à unidade Rio Negro. Ocorrem ainda, depósitos de talude e eluvião coluviais nos vales e ao longo dos cursos dos rios. Os solos são pouco espessos, predominando os latossolos e cambissolos.
A área abriga nascentes e cursos d'água que fluem das vertentes íngremes, voltadas para o litoral, das serras. A rede de drenagem está representada pela bacia hidrográfica do rio Guapiaçú e seus afluentes, rios Caboclo, Anil e Paraíso. Estes rios, com seus leitos geralmente pedregosos, correm na direção WSW-ENE.
A vegetação local é predominantemente florestal (Floresta Baixo montana e Floresta montana), com pequenos trechos de vegetação rupícola em algumas escarpas. A Floresta Baixo montana recobre a maior parte da área da estação, pois a Floresta montana está restrita aos pontos mais altos de algumas serras. Este tipo dominante ocorre desde o sopé da serra do Subaio e os morros mamelonares próximo ao vale do rio Paraíso. O dossel atinge até cerca de 25m de altura, com emergentes relativamente frequentes, que em geral ultrapassam 35m de altura. O sub-bosque é ralo e rico em arbustos e indivíduos jovens de espécies arbóreas. Raros exemplares de ervas prostradas ou eréctas e providas de rizoma são observadas.
A riqueza de trepadeiras lenhosas é notável e caracteriza a fisionomia da floresta nesta região. As epífitas são pouco expressivas, sendo encontradas em maior abundância apenas nas grotas e margens dos rios.
A flora da estação, representada através da quantificação do inventário, apresenta uma das mais elevadas riqueza de espécies em Mata Atlântica no Rio de Janeiro. Até o momento foram amostradas 725 espécies de plantas vasculares, pertencentes a 340 gêneros e 105 famílias.
A proximidade do sopé da Serra dos Órgãos bem como o relevo formado por vales, pequenos morrotes e escarpas da própria Serra, permitem o aparecimento de vegetação bastante diferenciada, marcada pela temperatura elevada e cursos d'água. A vegetação ocorrente é florestal e reconhecida no mundo acadêmico como do tipo Floresta Pluvial Atlântica Baixo montana e montana como também designada Floresta Ombrófila Densa Sub montana e montana.
A floresta que recobre os vales e encostas da serra são em sua maioria de grande porte com árvores que chegam a atingir 40m, aqui figueiras seculares e canelas majestosas impressionam o visitante. Inúmeras epífitas como orquídeas e bromélias recobrem os troncos. Os morrotes que chegam a atingir 200m e são povoados, em sua maioria, por vegetação mais seca com inúmeras palmeiras espinhosas e o folhiço que recobre o solo é uma extensão deste regime mais seco.