Programa Mata Atlântica

Reserva Ecológica de Macaé de Cima

A reserva está situada nas encostas da Serra do Mar, na região das serras de Macaé de Cima, São João e Taquaruçu (22º21' e 22º28'S e 42º27' e 42º35' W Gr.), ocupando cerca de 7.000ha, delimitados através do Decreto Municipal nº 156 de 03 de janeiro de 1990.

 

O clima é do tipo mesotérmico sempre úmido, com 1.500 a 2.000mm de pluviosidade média anual, sendo dezembro o mês mais chuvoso. A temperatura média anual é de 17,8ºC, sendo janeiro e fevereiro os meses mais quentes (média compensada 21ºC) e julho o mais frio (13,8ºC).

Geomorfologia

O relevo da região é marcadamente ondulado, com estreitos vales ou abismos profundos, formando um conjunto de cones de forma e tamanho desiguais. A altitude varia entre 880 e 1.720msm, sendo o que o curso médio do rio Macaé, no interior da área, situa-se na altitude aproximada de 1.100msm.

A região tem seu substrato constituído essencialmente por rochas metamórficas pré-cambrianas pertencentes às unidades Desengano, São Fidelis e Santo Eduardo. O proterozóico está representado por restritas ocorrências de Granito Nova Friburgo, anorogênico, nos picos da Pedra Bicuda e da Pedra do Faraó, ao sul da reserva. O quaternário também é pouco expressivo na área, representado apenas pela ocorrência de depósitos aluvionares de pequena extensão no vale do rio Macaé.

Hidrografia

A maior parte da reserva é constituída pela bacia hidrográfica do rio Macaé e seus afluentes, rio das Flores e rio Bonito. Estes rios, geralmente com seus leitos pedregosos e encaixados em falhas e fraturas, correm em acentuada declividade na direção WSW - ENE. Seus leitos pedregosos associados à acentuada declividade emprestam à paisagem cenário de rara beleza.

Vegetação

O relevo da região, marcadamente montanhoso, é recoberto por vegetação arbórea nativa caracterizada no meio acadêmico como do tipo Floresta Pluvial Atlântica montana ou também designada Floresta Ombrófila Densa montana. Suas árvores chegam a atingir, nos trechos mais conservados, alturas de até 40m, formando uma floresta sombria e rica em exemplares de orquídeas, bromélias e aráceas. A umidade do solo permite também a abundância de inúmeras samambaias que margeiam trilhas e córregos.

Nas porções mais elevadas da Serra tornam-se abundantes os musgos e líquens que recobrem o solo, aqui mais rochoso, e onde povoam exemplares de árvores de menor porte e com aspecto retorcido, anunciando uma fisionomia diferente na floresta e reconhecida como Floresta Pluvial Atlântica Alto montana.

A presença de sítios e pequenas roças ao longo do caminho que conduz à Reserva Ecológica permitem ao visitante vislumbrar a exuberante floresta, trechos de mata degradada ou em processo de recuperação natural. Nesta paisagem predominam as inúmeras toceiras de bambus, cuja plasticidade empresta beleza até mesmo nos segmentos da paisagem que seriam mais áridos.

Florística

A Floresta aqui representada é a Floresta Ombrófila Densa montana, recobrindo as rochas cristalinas que compõem a Serra de Macaé de Cima que por sua vez está incorporada à Serra do Mar. A exuberância e diversidade locais são apreendidas de imediato com a presença de inúmeras ervas como Begonias e Gesneriáceas, epífitas como Orquídeas e Bromélias, as densas populações de Palmiteiro (Euterpe edulis) e as majestosas árvores que se destacam no dossel como as Canelas, Quaresmas, Leguminosas de todos os tipos, entre tantas outras. São referenciadas para a localidade cerca de 973 espécies de plantas vasculares e sua listagem pode ser encontrada na publicação Reserva Ecológica de Macaé de Cima: Aspectos Florísticos das Espécies Vasculares vol. 1.

RESERVA ECOLÓGICA DE MACAÉ DE CIMA, NOVA FRIBURGO, RJ: Lista de espécies vasculares


Morro da Bicuda, Macaé de Cima-Nova Friburgo - Marcos Peron.

 

 

 

 

 

 

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