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Sobre
o Banco de DNA
Histórico
Há mais de 200 anos o Jardim Botânico do Rio de Janeiro vem desenvolvendo pesquisas em diversas áreas da botânica. Espécies nativas da flora brasileira, muitas delas raras e/ou ameaçadas de extinção, sempre estiveram em foco nas pesquisas realizadas. Fazem parte também dos objetivos institucionais a manutenção e o incremento de coleções científicas. O Herbário, o Arboreto, a Xiloteca e a Carpoteca se constituem em importantes acervos, sendo o Herbário um dos maiores e mais antigos do país. Em 9 de junho de 2004, veio se juntar a estas coleções, o Banco de DNA de Espécies da Flora Brasileira, que assim como as demais coleções, deve ser permanentemente alimentado com novas amostras.
Nosso
Objetivo
O Banco de DNA do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro busca conservar informação genética representativa da alta diversidade da flora brasileira, sendo um registro histórico da variação vegetal e uma base para a conservação e para a biotecnologia.
O objetivo é armazenar DNA de coleções do arboreto, de espécies relevantes de ecossistemas brasileiros, especialmente da Mata Atlântica, de grupos taxonômicos especiais, de amostras do Herbário e ainda de diferentes acessos de espécies raras e/ou ameaçadas.
Curadoria
O DNA armazenado no Banco é proveniente de espécimes coletados em expedições científicas realizadas por pesquisadores da instituição, das Coleções do Arboreto, de espécimes do Herbário e ainda de material vegetal e/ou DNA doados.
O material é coletado em nitrogênio líquido ou imediatamente seco em sílica gel, antes de ser trazido para o laboratório. O DNA extraído é mantido à -80oC com seu respectivo “voucher” depositado no acervo do Herbário.
Procedimentos:
- Dadas as inúmeras possibilidades de perguntas a serem respondidas e grupos/espécies a serem trabalhados, a coleta do material (tipo, quantidade, método de coleta e secagem) deve ser feita seguindo orientação da curadoria.
- Toda espécie a ser incluída no Banco deve ser acompanhada de material testemunho no Herbário.
- A entrega do material a ser processado deve ser acompanhada de todas as informações solicitadas (gênero, espécie, família, número do coletor, local da coleta, data da coleta e número de registro do material testemunho no herbário).
- Os métodos de extração utilizados são: CTAB 2% e MATAB 4%. As preparações produzem amostras puras o suficiente para não inibir tratamentos enzimáticos. O material armazenado é testado para Reação de Polimerização em Cadeia (PCR).
- Amostras de DNA podem ser enviadas para outras instituições de pesquisa ou universidades quando a solicitação, feita pelo pesquisador responsável, for aprovada pela curadoria do herbário.
- Material externo pode ser depositado no Banco de DNA do JBRJ, se acompanhado de material testemunho e de todas as demais informações solicitadas (gênero, espécie, família, número do coletor, local da coleta, data da coleta). |
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