CNPq, Vale e MNHN assinam convênio para o projeto Reflora
24/5/2013

srtO CNPq, a Vale e o Museu Nacional de História Natural de Paris (MNHN) assinaram, em 24 de maio, convênio que garante recursos para repatriamento digital de amostras de plantas brasileiras que estão em herbário na França.

O projeto "Plantas do Brasil: Resgate Histórico e Herbário Virtual para o Conhecimento e Conservação da Flora Brasileira – Reflora" ganhou recursos no valor de R$ 1,74 milhão com a formalização do patrocínio da empresa Vale. A quantia será investida na parte do projeto que envolve o Museu Nacional de História Natural de Paris (MNHN).

O acervo do MNHN, um dos maiores do mundo, reúne aproximadamente 8 milhões de amostras de plantas (exsicatas) colhidas por naturalistas e viajantes desde o século XVIII. Estima-se que, somente do Brasil, o MNHN abrigue de 300 mil a 400 mil exsicatas. O acordo prevê a digitalização em alta resolução dessas amostras de plantas brasileiras e sua integração ao Herbário Virtual, sediado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

O Herbário Virtual, que será lançado em breve, já conta com as 600 mil amostras do acervo do próprio Jardim Botânico e está recebendo cerca de 250 mil outras do Royal Botanic Gardens - Kew (Inglaterra), numa parceria com a empresa Natura. O projeto já permitiu a identificação de novas espécies e o preenchimento de importantes lacunas nas pesquisas sobre a flora brasileira. No evento desta sexta-feira, a coordenadora do projeto no JBRJ, pesquisadora Rafaela Campostrini Forzza, anunciou que outras 6 mil amostras que estão em Viena, na Áustria, também serão incluídas.

A cerimônia de formalização do patrocínio da Vale teve lugar no Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com a presença do gerente de Recursos e Parceria da empresa, Sandoval Carneiro Júnior, do representante do MNHN, Marc Pignal, do diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, Paulo Sérgio Lacerda Beirão, do diretor de Pesquisas Científicas do JBRJ, Rogério Gribel, do chefe de Gabinete Rodrigo Guardatti, e dos representantes do Royal Botanic Gardens - Kew, Eimear Nic Lughadha, e da Fundação Flora, Lindolpho Dias, além de pesquisadores e equipe do projeto.

 

 

 

 

 

 

 

 

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