

O prédio do Solar da Imperatriz tem sua origem associada ao mais antigo engenho de açúcar do Rio de Janeiro, o Engenho Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, construído em 1575, a mando do Rei de Portugal. A construção e mais 58 chácaras faziam parte do engenho, que se estendia a todos os bairros que hoje circundam a Lagoa Rodrigo de Freitas.
O imóvel onde se localiza o Solar foi construído em 1750, arrendado, no final do séc. XVIII, e desapropriado por d. João VI, no início do séc. XIX, para a construção da Fábrica de Pólvora, que deu origem ao Jardim Botânico, em 1808.
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O local tornou-se conhecido como Solar da Imperatriz, em 1829, pois acreditava-se que o Imperador d. Pedro I o teria dado de presente para a sua segunda mulher, Dona Amélia de Leuchtemberg. Porém, outra Fazenda dos Macacos existia também, no Grajaú, com um solar mais nobre e adequado a uma imperatriz austríaca, desacostumada ao clima tropical. O equívoco está registrado em diversos textos, ainda sem revisão histórica.
Entre 1846 e 1847, o local se destacou como a maior propriedade em extensão da época e passou a ser conhecido como Fazenda dos Macacos, já que no seu interior nascia o rio de mesmo nome. Ele foi utilizado como canavial, para corte de madeira e fabrico de lenha e carvão, plantação de 6000 pés de café e laranja, assim como bananal e pomar.
Em 1875, o prédio tornou-se o Asilo Agrícola do Imperial Instituto de Agricultura para formar meninos órfãos em trabalhos rurais. Nessa fase, havia biblioteca, enfermaria, dormitórios para 40 alunos, salas de aula e a criação do bicho da seda - uma cultura com muitos registros na história do Jardim Botânico, e até mesmo uma linha férrea de bitola estreita, ligando o solar ao Jardim. Após funcionar durante 5 anos, o asilo foi desativado com a proclamação da República.
Em 1909, passou a sediar o Museu Florestal e, em 1927, um Laboratório de Botânica.
Em 1973, o nome Solar da Imperatriz foi oficialmente reconhecido, quando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) tombou a área para acréscimo ao Jardim Botânico.
Em
dezembro de 1998, começaram as obras de restauro do Solar, mediante
a parceria da CEF - Caixa Econômica Federal
e do MMA - Ministério do Meio Ambiente,
com o objetivo de ali instalar a Escola Nacional de Botânica Tropical.
Em 2001, o Solar é inaugurado e acrescenta à sua História o título de Escola Nacional de Botânica Tropical - a primeira no gênero, na América Latina.
Fotos: Carlos Zenícola