Herbário on line: uma realidade em 2005

O projeto de informatização do herbário RB começou em 2003, quando as equipes de pesquisadores botânicos e de informática do Jardim Botânico iniciaram o desenho de um banco de dados, intitulado JABOT, capaz de receber e redistribuir o grande volume de informações constantes na coleção. Eram premissas, desde o início, que os dados viessem a ser disponibilizados aos diversos públicos interessados, de forma ágil e dinâmica, e que pudessem ser compartilhados com outras instituições, congêneres ou governamentais, para uso em projetos de conhecimento e conservação de nossa biota.

Em 2004, iniciou-se o desenvolvimento dos módulos de um sistema baseado na Web, uma série de programas de apoio à consulta, manutenção e atualização dos dados que viessem a ser armazenados no JABOT. Com o patrocínio da Petrobras, foi montado um laboratório de informatização com 16 computadores ligados a um servidor central de banco de dados. Trinta e dois digitadores profissionais e quatro supervisores foram contratados e treinados para o projeto. O processo da digitação das exsicatas (amostras coletadas, prensadas e desidratadas de plantas) propriamente dito começou no dia 29 de agosto de 2005 e, desde então, dados sobre 1.800 espécimes têm sido digitados em média por dia. A meta é finalizar em dois anos a digitação das etiquetas das 450.000 amostras do acervo. Atualmente, já estão disponíveis as primeiras consultas ao banco no endereço www.jbrj.gov.br/jabot pela Internet ou www.jbrj.gov.br/jabot/wap através do telefone celular. No entanto, a informatização continua e novas formas de consultas estão sendo desenvolvidas, projetos de intercâmbio dos dados com instituições científicas nacionais e internacionais costurados, e novas tecnologias (como sistemas de informações geográficas, imagem e modelagem matemática) incorporadas, possibilitando visão e capacidade de análise cada vez mais apuradas, com vistas ao avanço do conhecimento científico sobre a diversidade biológica brasileira.

Herbários Informatizados: modos de usar

Por muitos anos, a documentação da biodiversidade e sua distribuição no tempo e no espaço foi usada principalmente para fins de estudos em taxonomia - na identificação e na descrição de novas espécies. No entanto, existem muitos usos, diretos ou indiretos, para os dados primários sobre ocorrência de espécies, como as pesquisas em biogeografia (isto é, a história da distribuição de espécies, populações e comunidades), estudo de mudanças climáticas, agricultura, engenharia florestal, programas de conservação ou a biologia propriamente dita. As novas tecnologias de informação e comunicação permitem prever o desencadeamento de uma cultura cooperativa e colaborativa antes inimaginável. O desafio está na articulação da comunidade, na definição de padrões mínimos visando a integração de dados de fontes diversas, na produção de sínteses e diagnósticos inteligíveis aos mais diversos segmentos da sociedade organizada e no desenvolvimento de ferramentas de integração de dados e de interoperabilidade de sistemas.

 

 

 

 

 

 

 

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