O Herbário do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

O herbário do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, registrado em 1938 no Index Herbariorum, com a sigla RB, possui em seu acervo um número estimado de 450.000 amostras que vêm sendo coletadas há mais de dois séculos, como as coleções pertencentes ao imperador d. Pedro II (estimadas em 25.000 plantas, na maioria, exóticas). Neste acervo estão representados os grupos de criptógamos: algas (6.000), briófitas (7.000), líquens (4.000), fungos (4.000), e fanerógamos: gimnospermas (3.000) e angiospermas (420.000). Na carpoteca (coleção de frutos) encontram-se quase todas as formas existentes de frutos (mais de 6.000), dos mais simples aos mais exóticos. Na xiloteca (coleção de madeira registrada no Index Xilariorum sob a sigla RBw), estão representadas amostras de lianas, arbustos e árvores brasileiras, acompanhadas de laminário com os cortes histológicos do lenho.

Na fototeca (coleção de fotografias) estão documentadas cerca de 9.000 plantas brasileiras depositadas nos herbários da Europa, tipos nomenclaturais e coleções citadas na Flora brasiliensis de Martius. O banco de DNA, que teve início no final de 2002, já conta com quase 2.000 amostras de espécies da flora brasileira. Finalmente, a coleção de tipos nomenclaturais, estimada em 6.000 exemplares, é considerada a maior do Brasil. Além de seu valor intrínseco, a coleção pode auxiliar na pesquisa da história da Instituição e de seus pesquisadores, bem como o desenvolvimento da botânica no Brasil em busca do conhecimento da diversidade.

 

 

 

 

 

 

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