Acesso à informaçãoFaltam 23 dias para a Copa

Biológicas

  • Introdução
  • Arboreto
  • Bromeliário
  • Entomológica
  • Fungos
  • Herbário
  • Sementes
  • Introdução

    Os jardins botânicos são instituições que visam a pesquisa, a conservação vegetal e a educação. Considerados museus vivos, suas coleções permitem que a sociedade conheça a biodiversidade e a importância das plantas para a vida no planeta.

    Hoje existem cerca de 33 mil espécies de plantas ameaçadas de extinção ou de empobrecimento genético, enquanto há mais de 2500 jardins botânicos e arboretos no mundo. Em vista disso, os jardins botânicos foram chamados a implementar a Estratégia Mundial para a Conservação de Plantas e a elaborar planos, no sentido de defender a conservação das plantas e atrair a atenção do público, por intermédio de programas educacionais apropriados, com abordagem que privilegiasse a preservação da diversidade genética e o desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro se impõe tanto a missão de “promover, realizar e divulgar o ensino e as pesquisas técnico- científicas sobre os recursos florísticos do Brasil, visando o conhecimento e a conservação da biodiversidade” como a de manter as coleções científicas sob sua responsabilidade.

    As coleções do Jardim Botânico do Rio de Janeiro se desenvolve em diversas ações. Os pesquisadores da instituição viajam ao ambiente natural para coletar amostras de plantas. As ramos com flores são dessecados na prensa para formar as “exsicatas”, itens componentes do herbário. Também se coletam frutos, sementes e pedaços de folhas que, colocadas em saquinhos contendo sílica, são processadas pela equipe do Laboratório de DNA. Quando possível, são trazidos ainda amostras de madeira para a Xiloteca. No Laboratório de Sementes, processam-se e estudam-se as sementes que são armazenadas em câmaras de refrigeração; as excedentes são encaminhadas ao Horto Florestal para produção de mudas. Quanto à coleção Entomológica, seu principal objetivo é preservar insetos adultos e também imaturos coletados em plantas do Arboreto, muitos deles causadores de danos a elas, visando o registro e o estudo dessas ocorrências.

    • Arboreto (Plantas Vivas)

      Um jardim botânico se difere de outras instituições, por manter Coleções de Plantas Vivas devidamente documentadas. Essas Instituições seculares fazem uso de suas Coleções de Plantas Vivas para inúmeras finalidades visando à geração e difusão de conhecimentos sobre plantas com base na investigação científica.

      Além das informações de cunho botânico, que se referem ao nome científico das plantas, muitas vezes os jardins botânicos disponibilizam informações sobre plantas que fazem parte de nosso dia-a-dia, atreladas à cultura nacional, regional ou local. As informações disponibilizadas explicam a origem e distribuição da espécie vegetal, seus usos e outras curiosidades.

      Assim, um jardim botânico oferece coleções de plantas que se constituem em importantes acervos institucionais, servem como referência para diversos profissionais em suas investigações e propiciam educação e cultura para o público em geral. As plantas vivas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro encontram-se acondicionadas em estufins ou nas casas de vegetação ou dispostas em canteiros na área de visitação do Arboreto.

       

      • Bromeliário

        O Jardim Botânico do Rio abriga cerca de 15 mil espécimes de bromélias, distribuídos em duas grandes estufas e em canteiros no arboreto. A estufa principal, ou Bromeliário, homenageia o artista plástico e paisagista Roberto Burle Marx. Foi inaugurada em 1975 e remodelada em 2007, visando melhorar as condições climáticas para a conservação das plantas, uma vez que a estufa acolhe a “coleção científica”, composta de 5 mil indivíduos de procedência conhecida. Essa coleção foi e continua sendo formada a partir de expedições científicas de pesquisadores do Jardim Botânico, do Sítio Roberto Burle Marx e de outras instituições nacionais. É composta de 530 espécies de diversas formações brasileiras – Amazônia, Mata Atlântica, restingas, caatingas – assim como exemplares da América do Sul e Central, com ênfase nas espécies endêmicas, raras e ameaçadas de extinção, o que faz do Jardim Botânico um centro de referência mundial na conservação da família Bromeliaceae.

        Histórico

        Há mais de cem anos, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro guarda uma coleção de bromélias entre as plantas de seu acervo. Antigos botânicos da instituição já coletavam essas espécies para pesquisa: Brade, Santos Lima, Kuhlmann, Pereira e Duarte, entre outros.

        Em 1975, o Dr. Raulino Reitz, renomado especialista em Bromeliaceae e então diretor do Jardim Botânico, inaugurou o Broméliario Ecológico do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. No mesmo evento, foi fundada a Sociedade Brasileira de Bromélias, com Dr.Reitz eleito presidente e o Dr. Lyman Smith (Smithsonian Institution – EUA) presidente honorário.

        Em 1976, o Dr. Felisberto Camargo, estudioso do gênero Ananas (abacaxi), doou ao Broméliario uma coleção das espécies desse gênero, ampliando o acervo da instituição. Os arquivos dessa época registravam a existência de 148 espécies na coleção. Mais recentemente, a coleção foi incrementada por diversas expedições cientificas, entre as quais se destacam as lideradas por Dimitre Sucre e Gustavo Martinelli, realizadas por meio do Projeto Bromélia.

        • Entomológica (Insetos)

           

          O acervo entomológico fica situado no Laboratório de Fitossanidade. Seu principal objetivo é preservar insetos adultos e também imaturos coletados em plantas do Arboreto, muitos deles causadores de danos às mesmas, visando o registro e o estudo dessas ocorrências.

          Também temos preservados exemplares oriundos de experimentos científicos de levantamento da entomofauna do Jardim Botânico e de outras áreas verdes urbanas, com enfoque em formigas (Hymenoptera), cupins (Isoptera), coleobrocas (Coleoptera) e mosquitos (Diptera).

           
          • Fungos

            A coleção de cultura de fungos, iniciado em 2010, visa conservar um dos grupos de organismos promissores em projetos de bioremediação ambiental, os quais exercem importante papel nos ciclos biogeoquímicos, são amplamente utilizados na alimentação, constituem importantes patógenos de plantas de importância econômica ou para a conservação, participam da maioria dos processos biotecnológicos empregados na produção de compostos comerciais ou para transformação de substratos em produtos de maior valor agregado. O acervo preserva estes organismos para estudos atuais e futuros assim como para eventual utilização futura na recomposição de ambientes, na indústria ou em atividades relacionadas. Atualmente o acervo conta com cerca de 250 de fungos em cultura, mantidos por repicagens periódicas, das quais 120 pelo método de água destilada (Castellani) e 22 pelo método de liofilização. A maioria das amostras de fungos foi isolado a partir de plantas com sintomas de doenças fúngicas coletadas em diversos viveiros de mudas utilizadas em reflorestamento. Ultimamente tem sido dada prioridade para isolamentos de fungos potencialmente patogênicos as amostras de sementes preservadas no banco de sementes do Jardim Botânico.

            • Herbário RB

              Um herbário é constituído de uma coleção de “exsicatas”, que são amostras vegetais desidratadas, registradas e armazenadas em condições especiais para sua conservação através dos séculos. Além das exsicatas, muitos outros elementos de origem vegetal podem também fazer parte de um herbário, como por exemplo fragmentos de madeira, frutos, artefatos, lâminas com cortes anatômicos e pólen ou mesmo amostras de DNA.

              O acervo inicial do Herbário RB foi constituído de 25.000 amostras doadas por D. Pedro II, mas a história do herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e das demais coleções a ele associadas começou em 25 de março de 1890, no momento em que o naturalista João Barbosa Rodrigues assumiu a direção do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Ao longo do século XX, pesquisadores associados ao JBRJ organizaram várias expedições para coleta de plantas em diferentes regiões do país, incrementando a incorporação de novas amostras e o intercâmbio com herbários nacionais e internacionais. Todo este trabalho propiciou o enriquecimento do acervo, ampliando assim sua importância científica para o conhecimento da flora do Brasil, sendo hoje reconhecido como uma coleção estratégica do país.

              Fazem parte desse acervo exemplares de plantas catalogadas e coletadas por famosos pesquisadores da ciência, brasileiros e estrangeiros, como J.Barbosa Rodrigues, A.C. Brade, L.B. Damazio, A.P. Duarte, A.C. Ducke, A. Engler, M. Gardner, A.F.M. Glaziou, E. Goeldi, F.C.P. St. Hilaire, F.C.Hoehne, J. Huber, J.G. Kuhlmann, P. Lutzelburg, G.F.J. Pabst, E. Pereira, R. Reitz, C.T. Rizzini, C.A.W. Schwacke, R. Spruce, E. Ule, D. Sucre, P. Campos Porto, P.K.H. Dusen, J.Kuntze, J. de Saldanha da Gama, entre outros, que se destacaram pelos trabalhos científicos publicados e pelo numeroso acervo de espécies novas descritas para a ciência.

              Atualmente, o herbário conta com 600.000 exsicatas de todos os grupos vegetais e fungos, sendo que cerca de 20 mil novas amostras são incorporadas anualmente. Destaca-se ainda a coleção de typus nomenclaturais, com cerca de 7.500 amostras. Toda esta preciosa coleção pode ser consultada on line por meio dos sistemas Jabot e Herbário Virtual-Reflora.

              O Herbário RB contém também as Coleções Históricas, a Carpoteca e a Fototeca - e coleções correlatas - a Xiloteca, a Coleção Etnobotânica e o Banco de DNA.

              Curadoria do Herbário
              Rafaela Forzza
              Marcus Nadruz (substituto)


               

              • Banco de DNA de Espécies da Flora Brasileira

              • Etnobotânica

              • Xiloteca (madeiras)

              • Identificação de plantas

              • Visitas guiadas ao Herbário

            • Banco de sementes para a conservação da biodiversidade

              Apresentação

              O armazenamento de sementes é uma das estratégias mais eficientes e práticas de conservação ex situ (fora do local de origem da espécie) da biodiversidade, principalmente quando as espécies se reproduzem de forma sexuada (por sementes). Essa técnica é frequentemente usada como complemento aos métodos de conservação in situ (no local de origem), mas pode ser a única opção de conservação para algumas espécies raras e ameaçadas de extinção.

              Por que conservar as espécies em bancos de sementes?

              • Dentre as técnicas de conservação ex situ, o armazenamento de sementes é a que ocupa menos espaço e a de menor custo, especialmente para as espécies que produzem sementes tolerantes à secagem (ortodoxas);

              • As sementes podem ser armazenadas por longos períodos de tempo;

              • Se coletadas de forma adequada, as sementes armazenadas representam maior diversidade genética que plantas em outras coleções vivas;

              • Ao contrário da retirada de plantas inteiras da natureza ou de suas partes vegetativas, e se coletadas de forma adequada, a coleta de sementes causa pouco impacto à população de uma espécie ameaçada de extinção.

              Como funcionam os bancos de sementes?

              Após a sua coleta, registro e beneficiamento, as sementes são avaliadas quanto às suas características físicas e fisiológicas (massa, teor de água, viabilidade, etc.). Posteriormente, as sementes são desidratadas (sala de secagem: 18°C; 18% URar) até que seu teor de água alcance níveis baixos (cerca de 5%). Ao final dessa etapa, as sementes são acondicionadas em embalagens herméticas e armazenadas em temperaturas subzero (-20°C), reduzindo seu metabolismo e permitindo a conservação de sua viabilidade por longo tempo.

              As sementes de espécies (i) ameaçadas, (ii) endêmicas, (iii) medicinais, (iv) utilizadas para a restauração ecológica e reabilitação do ambiente e (v) de importância econômica local são prioritárias para a conservação em bancos de sementes.

              Curadoria

              O Laboratório de Sementes do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro desenvolve o enriquecimento do Banco de Sementes por meio da coleta e intercâmbio de sementes, assim como pesquisas para a conservação de sementes de espécies nativas.

              Index Seminum

              O Banco de Sementes realiza o intercâmbio de sementes somente com instituições científicas nacionais (jardins botânicos, universidades, centros de pesquisa, etc.), através do INDEX SEMINUM

              Venda de sementes

              O Banco de Sementes não vende nem faz doação de sementes para particulares.

              Links para outros Bancos de Sementes

              Millennium Seed Bank – Kew Royal Botanic Garden

              The Australian National Botanic Gardens National Seed Bank

              Curador:

              Dr. Antônio Carlos Silva de Andrade

              Contato:

              labsem@jbrj.gov.br