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O Bromeliário compreende cerca de 10.000 exemplares distribuídos em em duasgrandes estufas e em canteiros. A estufa principal (Roberto Burle Marx), inaugurada no início de 1996, aberta à visitação, contém exemplares das coleções do Jardim Botânico e do Sítio Roberto Burle Marx, além de doações feitas por particulares, ou de exemplares obtidos no desenvolvimento de projetos científicos. Na estufa podem ser apreciadas espécies de diversas formações - Amazônia, Floresta Atlântica, restingas, caatingas, assim como exemplares da América do Sul e Central. A estufa Dimitri Sucre contém a coleção científica de Bromeliaceae da Mata Atlântica brasileira, com cerca de 3000 amostras, destinadas à pesquisa científica e à conservação. |
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Através do Projeto Bromélia, o Jardim Botânico objetiva melhorar as condições de sua coleção, tornando-a um centro de referência na família Bromeliaceae. Além disso, pretende promover o intercâmbio de espécies e informações, dar suporte às pesquisas científicas do Jardim, bem como desenvolver pesquisas científicas voltadas para a conservação, com ênfase nas espécies endêmicas, raras e ameaçadas de extinção. |
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| Vista interna
da estufa |
Vista interna
da estufa |
Aechmea racinae |
Vista interna da estufa |
Entre 1920 e 1960, amostras coletadas por Sampaio, Brade, Brade & Santos Lima, Brade & Smith, Kuhlmann, Pereira, Duarte, entre outros, foram introduzidas no Jardim Botânico, sendo estes os primeiros registros do Bromeliário.
Em 1975, Dr. Raulino Reitz, renomado especialista em Bromeliaceae e então diretor do Jardim Botânico, inaugurou o "Bromeliário Ecológico do Jardim Botânico do Rio de Janeiro" em uma área próxima ao Orquidário. A inauguração contou com a presença de especialistas de diversas partes do mundo, entre eles o Dr. Lyman B. Smith e Robert W. Read (Smithsonian Institution - EUA), Dr. Mario B. Aragão (Instituto Oswaldo Cruz), Harold W. Wiedman (Bromeliad Society - EUA), Luiz Ariza Julia (colecionador da República Dominicana), Sieghard Winkler (Universidade de Tubingen, Alemanha), entre outros. No mesmo evento, foi fundada a Sociedade Brasileira de Bromélias, tendo o Dr. Reitz sido aclamado pela maioria como o presidente e o Dr. Lyman Smith como presidente honorário da referida Sociedade.
Em 1976, Dr. Felisberto Camargo, estudioso do gênero Ananas, fez uma doação ao Bromeliário de 52 espécies, incluindo uma coleção completa de todas as espécies desse gênero. Os arquivos dessa época registravam a existência de 148 espécies na coleção. A partir dessa data, a coleção foi incrementada através de diversas expedições científicas realizadas pelo JBRJ, com a colaboração de pesquisadores da instituição, entre eles Pedro I. S. Braga, Dimitri Sucre e Gustavo Martinelli, e também através de doações, como diversas espécies coletadas pela artista Margaret Mee durante suas expedições à Amazônia.
![]() Mantenedora do Bromeliário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro |